Esforço-me por sentir, mas já não sei como se sente. Tornei-me a sombra de mim mesmo, a quem entregasse o meu ser. (...) Não vendi ao diabo a minha sombra, mas a minha substância. (...) Vivo ou finjo que vivo? (...) Do meio dos ruídos da cidade sai um grande silêncio... Que suave! Mas que suave, talvez, se eu pudesse sentir!...
Bernardo Soares, O Livro do Desassossego
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