
Como nos filmes americanos do género, basta ao criminoso ver a TV para saber todos os passos que estão a ser dados, ouvindo inclusive responsáveis policiais a digladiarem-se uns aos outros e a fazer revelações que deviam ser segredo da investigação.
Não vale a pena protestar. Acende-se a luzinha da câmara da TV e todos querem ser mestres e belas. Por fim, lá vem o "povo", pano de fundo dos sucessivos sobressaltos, com a Joana, com o bebé roubado na maternidade, com a "menina" violada pelo "companheiro" da mãe, mil e uma figuras de um cena que é muitas vezes macabra mas que se torna espectáculo de prime time. há uma certa obscenidade moderna neste voyeurismo que esquece prudência, respeito, discrição, silêncio. Pobres crianças!
José Pacheco Pereira, Sábado
2 comments:
Cara Joana,
Quando as "shares" televisivas ou de jornais significam audiências e audiências significam possibilidades de se fazerem negócios, ou seja, facuração, tudo serve. É fartar vilanagem.
Chega-se ao cúmulo de uma notícia, absolutamente banal, comerçar um telejornal e andar por ali a "arrastar" mais de 15 ou 20 minutos, esticando a "corda" até dizer CHEGA!
É assim a "tirania" económica. Enquanto a humanidade andar "cega" com estes entretenimentos não pensa em outras coisas mais importantes. Se assim é, matam-se dois coelhos com uma cajadada: 1- Distraem-se as pessoas do que é essencial e 2-Aumenta-se o "share" e com isso os ganhos (leia-se lucros). Chorudos lucros, deve-se dizer.
Um abraço
José António
concordo.
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